[Pessoal] A primeira vez que eu chorei assistindo A Culpa é das Estrelas

Eu sou uma pessoa chorona. Daquelas que, em dias mais sensíveis, chora até com comercial de TV. E quando as minhas amigas me contaram a, mais ou menos, dois anos atrás que eu cairia em prantos assistindo o mais famoso romance de John Green, “A Culpa é das Estrelas”, eu não esperava menos do que um banho ininterrupto de lágrimas. Afinal de contas se as minhas amigas, que são bem mais resistentes a choros em sessões de cinema do que eu, saíram destruídas, eu não poderia esperar nada menos de mim.

Acontece é que eu não assisti ao filme nos cinemas. Nem no SKY On Demand. Nem no Netflix ou em sites para baixar/assistir filmes online. Por falta de grana e tempo, eu me vi na constante expectativa de assisti-lo e, infelizmente, ele saiu de cartaz antes da oportunidade chegar. E eu tenho preguiça de usar o Sky On Demand. E eu não tenho uma conta no Netflix. Resumindo: eu não assisti.

Até que surgiu a chance de assistir na casa de uma amiga. Lá fomos nós, essas mesmas amigas que saíram aos prantos da sala de cinema e eu, com um balde de pipoca na mão e meses de expectativa. “Aposto como você vai amar a história! Duvido como você não chora no final, amiga, você sempre chora”, disse uma delas sorridentes. Mas acontece que, naquele momento, eu não estava concentrada na história de verdade, entende?

Sendo sincera, eu AMEI Hazel e Augustus. Eles são maravilhosos, a história é maravilhosa, o amor deles é lindo demais, mas ainda não tinha rolado aquela conexão que faz com que você de fato viva a história e chore (muuuuuuito) no final (com direito a um “mas que porra, John Green!”, com a voz totalmente embargada). E talvez pela identificação pessoal com a situação – pelo fato de dois dos meus familiares terem sofrido com o câncer – era mais do que esperado que eu chorasse. Mas eu não chorei. Era expectativa demais, sabe?

Depois dessa vez vieram muitas outras e eu me apaixonei pela história. John Green é mesmo um escritor maravilhoso. Ele transformou uma história, que tinha tudo para ser ~mais um filme sobre câncer ~ num enredo fantástico. Ver a transformação da Hazel da garota “minha vida acabou por causa do câncer e, ainda por cima, farei todos sofrerem” – o que é mais do que compreensível dadas as circunstâncias e o sofrimento que essa doença trás – para a garota “minha vida é incrível, eu tenho alguém de fora da minha família que realmente me ama, me entende e torna os meus dias mais felizes sem sentir pena de mim” é fantástico. Augustus é, sem sombra de dúvidas, O namorado dos sonhos. Ele é engraçado, realiza todos os desejos da Hazel, mesmo que ela não peça, é um amigo incrível e tem o poder de rir do próprio destino, por mais amargo que ele seja. E só quando eu me dei conta desses detalhes a magia aconteceu.

Hoje mais cedo mais cedo, ao assistir ao filme pela décima vez, eu me vi mergulhada na história da cabeça aos pés. Eu sorri junto com a Hazel no primeiro encontro deles, na recepção da igreja; eu me encantei com o charme do Gus, eu fui contagiada pelo seu senso de humor, eu vibrei com a ida da Hazel à Amsterdã, a admirei por sua determinação de subir todos os degraus da casa de Annie Frank, celebrei com o amor dos dois, sofri com a internação de Gus e seu funeral fictício até que, finalmente, chorei com a sua morte [me desculpa pelo spoiler, se você ainda não assistiu/leu a história]. Um choro tão verdadeiro que eu fiquei surpresa comigo mesma.

E isso não se deve só ao fato da história ser linda, ou porque ela é totalmente plausível e bem próxima da realidade, mas porque você também perdeu o Gus. Você também se apaixonou, você também se contagiou, você também torceu para que o câncer fosse varrido para debaixo do tapete e deixasse aquele amor durar para sempre, mas ele não dura. Ele é interrompido bem no meio da frase deles, da vida deles e, Deus, como dói ver isso acontecer. Como dói deixar que Gus vá embora, mesmo sabendo que é assim que a história acaba.

A partir daí minha situação foi de mal a pior, só choro atrás de choro. Mas eu finalmente entendi porque as pessoas choraram tanto com Hazel e Gus. E eu espero que você também se deixe contagiar por eles, se é que isso já não aconteceu. Okay?

Anúncios

2 respostas em “[Pessoal] A primeira vez que eu chorei assistindo A Culpa é das Estrelas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s